Jovens e 'disfarçados de fãs'

 

Dezenas de milhares de pessoas no meio do caminho.

Autódromo de Interlagos ao fim de um show e alcançar outro palco, às vezes a mais de cem de metros de distância, antes do início da próxima apresentação.

Nada podem fazer senão se entrelaçar às dos amigos, na tentativa de não perdê-los de vista — quem se solta desaparece, já que o sinal de telefone costuma falhar.

Nesta época do ano —, tudo vira lama, e é preciso ainda calcular cada passo para se manter de pé.

Como o The Town e o Lollapalooza — que teve sua última edição neste fim de semana —, são assim.

Códigos visuais do público e acompanham as tendências de cada edição — desta vez, predominaram camisetas temáticas e looks cor-de-rosa, com calças largas, peças brilhantes e leques.

Casa dos 20 anos, foi presa no primeiro dia do evento, na sexta-feira (20/3), carregando 11 celulares e uma câmera digital nos bolsos e nas roupas íntimas.

Composta por iPhones, incluindo o modelo mais recente, que pode custar até R$ 11.500.

Estádio Allianz Parque, também na capital paulista, onde acontecia um show do cantor sertanejo Luan Santana, que reuniu mais de 50 mil pessoas.

Em comum, está o investimento: eles desembolsam cCcaso do Lollapalooza, neste ano, R$ 1.659,44 pelos três dias de evento — certos de que os furtos renderão mais do que isso.

Menos de 30 anos, o mesmo perfil predominante do público, diz o delegado. É como se unissem a diversão dos shows ao "trabalho" no crime, ele acrescenta.

Então as pessoas nem percebem. Esse é o grande problema na identificação dos furtadores: eles não agem com violência ou ameaças. Normalmente quem furta, aliás, são mulheres, porque elas podem se aproximar mais tanto de outros homens quanto de outras mulheres sem gerar repulsa. Daí elas passam para outros comparsas, que podem ser homens."

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