Como a Austrália conhecida por sua fauna exuberante

 

A Austrália é conhecida por sua fauna exuberante e única, mas justamente esse isolamento evolutivo tornou muitas espécies especialmente vulneráveis às mudanças provocadas pelos seres humanos.

A partir da colonização europeia, em 1788, a perda de biodiversidade acelerou muito. Hoje, a Austrália apresenta a maior taxa de extinção de mamíferos do mundo; cerca de 10% de seus mamíferos terrestres endêmicos desapareceram nos últimos dois séculos.

Os principais fatores são:

Espécies invasoras: gatos e raposas introduzidos pelos europeus passaram a predar animais nativos que não tinham evoluído para lidar com esses predadores. As espécies invasoras são consideradas uma das principais causas das extinções australianas.
Destruição do habitat: agricultura, pecuária, mineração e expansão urbana destruíram e fragmentaram grandes áreas de vegetação nativa.
Alteração do fogo: mudanças nos regimes naturais de queimadas afetaram habitats e espécies que dependem de determinados ciclos de incêndio.
Mudanças climáticas: secas, ondas de calor, incêndios extremos e alterações nas chuvas estão agravando problemas que já existiam.
Mudanças nos rios e recursos hídricos: retirada de água e alteração dos fluxos naturais prejudicam ecossistemas de água doce.

O resultado é paradoxal: um dos países mais ricos em biodiversidade tornou-se também um dos maiores exemplos mundiais de perda de biodiversidade. Desde a colonização europeia, cerca de 100 espécies australianas foram reconhecidas como extintas ou extintas na natureza, embora os pesquisadores considerem que o número real provavelmente seja maior.

Em resumo, a Austrália não se tornou um epicentro das extinções por ter uma fauna “frágil” em si, mas porque uma fauna altamente endêmica e evoluída em isolamento foi submetida rapidamente a predadores, doenças, perda de habitat e mudanças ambientais introduzidas ou intensificadas pela atividade humana.


FONTE: BBC


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